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O primeiro equipamento de mergulho autônomo foi criado em 1943 por Jacques Cousteau e Emile Gagnham, a válvula reguladora. A idéia de conjugar um cilindro de ar com uma válvula respiradora deu origem ao mergulho autônomo e permitiu que um ser humano permanecesse debaixo d’agua por um período considerável de tempo sem precisar de auxílio externo.

         

Dois mergulhadores com suas roupas e bóias de sinalização à frente

      

Até então o mergulho com ar comprimido era realizado apenas com o auxílio de compressores de superfície. As roupas, como mostram as fotos, eram muito pesadas e difíceis de vestir, sem contar com o custo elevado dos equipamentos. Os riscos eram assustadores, como o baurotrauma total, se acontecesse um vazamento de ar, a morte era instantânea, e o corpo inteiro às vezes tinha de ser retirado de dentro do capacete.

              

Mero de 200 Kg encontrado em Angra dos Reis - RJ

      

O oxigênio puro com um filtro para evitar o gás carbônico era utilizado pelos militares, porém o limite de profundidade era de 10 metros, já que o oxigênio sobre pressão é extremamente tóxico.

O Aqualung criado por Cousteau e pelo engenheiro Gangnham consiste em um dispositivo sensível à pressão exterior que libera ar do cilindro na mesma pressão do ambiente, injetando ar nos pulmões. Inicialmente esse equipamento foi bastante usado na caça submarina e já em 1960 difundiu-se para a pesquisa, fotografia e filmagens subaquáticas.

              

A fotosub começava a surgir, como mostra a foto ao lado do ano de 1954

     

No Brasil, os primeiros equipamentos chegaram na década de 40 no Rio de Janeiro. Também foram utilizados principalmente para a caça sub em sua chegada, e logo foi fundada Associação Brasileira de Caça Submarina. Como aconteceu no exterior, a prática da pesca sub separou-se do mergulho com aparelho autônomo, principalmente porque os caçadores chegaram a conclusão que era anti-esportivo pescar de outra forma que não em apnéia. Essa visão se reforçou a partir do final dos anos 70, quando chegaram os primeiros instrutores das organizações americanas de instrução para mergulho autônomo.

O pioneiro na foto sub brasileira foi provavelmente Luis Pini, que realizou boas fotos nos anos 50, de Fernando de Noronha e atol das Rocas.

       

Imagine a dificuldade em vestir esse escafandro!

   

A partir dos anos 80 o desenvolvimento tecnológico permitiu o novo panorama do mergulho nos Estados Unidos. Diversas indústrias ofereciam novidades em equipamentos mais seguros e mais baratos, o que resultou num mergulho mais popular naquele país. Foi aí também que as mulheres começaram a apreciar o fundo do mar, que até então era privilégio exclusivo dos homens.

Os pioneiros na indústria nacional foi a Atlântida, em 1955, a Memrod do Brasil e a Orca. Mas a empresa que realmente profissionalizou o mercado foi a Cobra Sub, surgida em 1965 com Américo Santarelli, apneísta recordista mundial da década de 60.

Outro fator importante para o crescimento do interesse pelo mergulho foi a onda ecológica, que contribuiu para que o turismo ecológico apropriar-se do fundo do mar.

           

Os cilindros ficavam de cabeça para baixo e as nadadeiras mais pareciam patas de rã

    

Hoje existem  centenas de operadoras e cursos de mergulho espalhadas em todo o Brasil e o mergulho firma-se  como um dos esportes  mais apreciados no   país. A Mergulhe.com.br possui  aproximadamente  200 operadoras cadastradas, disponíveis para você mergulhador e possui mais  de 20.000 page views (quantidade de  mergulhos no site) em dois meses de lançamento, sempre com novidades e curiosidades sobre o mergulho no Brasil e no mundo.

Você  que já aprecia  o mergulho continue preservando o fundo  do mar, assim como o símbolo  do preservacionismo Jacques Cousteau. E você que ainda não mergulha adquira seus equipamentos e procure uma boa escola para se tornar mais um amante do mar.

A todos, a Mergulhe.com.br deseja BONS MERGULHOS.