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Texto e fotos : Juracy Vilas-Bôas

Ao escolher mergulhar na grande barreira de corais da Austrália, fui informado de que o mar era completamente azul. A princípio duvidei e estava certo: à imensidão azul, cuja visibilidade ultrapassa facilmente 30m, misturam-se todas as cores que o olho humano é capaz de visualizar.

Partimos do Porto de Trinity Wharf, na cidade de Cairns, ao norte de Sydney numa ensolarada tarde de terça-feira. Nosso destino? Holmes Reef, em Coral Sea.

Ainda atracados no cais, antes mesmo de irmos às cabines, um local no convés com uma caixa e um cilindro, foi indicado para cada mergulhador. Cada um solicitou os equipamentos de que necessitava, já que a operadora tem à disposição desde máscaras até computadores, e os arrumou nessas caixas individuais.

O Rum Runner I é um veleiro de fibra de vidro com 19m de comprimento especialmente adaptado para o mergulho, com uma tripulação composta de quatro simpáticas pessoas.

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Enquanto o comandante Link estava na roda de leme, Scott (o instrutor) e Emma (a diver master) desatracavam o barco e Ruth já iniciava o preparo do nosso primeiro banquete a bordo.

O barco possui duas cabines com 4 camas e quatro, com 2, espaço suficiente para 16 pessoas (4 tripulantes e 12 mergulhadores), além de dois banheiros com água quente e a espaçosa cozinha/copa onde fica a mesa de refeições e uma pequena biblioteca especializada em mergulho. Quem sentir enjôo durante a viagem, pode contar ainda com duas camas no convés que, durante o dia, viram bancos. A embarcação é equipada com uma central de ar condicionado, um compressor de alta com uma cascata capaz de recarregar cilindros em até um minuto, bote inflável com motor de popa, tomadas 240V, TV e vídeo.

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O Rum Runner I deixava lentamente a cidade e íamos arrumando nossos pertences nas cabines, onde seria nossa casa por três dias.

Ruth não perdia tempo e, à medida que, um a um, íamos chegando à cozinha, nossa primeira surpresa estava pronta. Parece que estavam certos quando nos apresentaram a ela como: ‘five stars gourmet’.

Enquanto saboreávamos um delicioso peixe à escabeche, as apresentações eram feitas. Todos os quatro cantos do mundo estavam presentes: Alemanha, Suíça, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil é claro. Por alguns minutos fiquei observando cada rosto ali presente. Por mais tímidos que estivessem naquele primeiro momento, a ansiedade e a alegria estavam estampados em cada um.


Finalmente, içamos a vela e agora estávamos navegando a todo vapor (vela e motor) em direção a Holmes Reef, a mais de 120 milhas do ponto de partida.

O dia amanheceu e ainda navegávamos, porém a apenas 3 horas do nosso destino. Com as velas já arriadas, fomos nos aproximando do nosso 1o ponto de mergulho, ao tempo em que tomávamos nosso café da manhã.


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