Texto e fotos subaquáticas: Juracy Vilas-Bôas
Fotos externas: Juracy Vilas-Bôas e Adriana Raynal


Da mesma forma como temos feito ultimamente em nossas viagens, escolhemos um lugar onde pudéssemos aliar bons mergulhos com turismo terrestre. E caso você seja fascinado por mergulho o seu parceiro não, Bali é o lugar perfeito para agradar a ambos os gostos. A população de um modo geral é extremamente alegre e simpática e a beleza da ilha é ímpar.

Em terra, não falta o que fazer em Bali. Como o transporte público é bastante precário e o transito bastante perigoso, seja pela mão inglesa, seja pelas milhares de motos que nada respeita, recomendamos a utilização de uma agência de viagem com guias para os passeios. Andar de táxi só do hotel para a vila de Kuta para fazer compras. Tivemos apoio da Alindo Dewata Tours (Alliance Indonésia) que fez com que nossos dias em Bali fossem os mais produtivos possíveis.


Há algumas atrações em Bali que são indiscutivelmente imperdíveis. Entre elas:

Conhecer alguns templos – Conhecendo os templos de Bali além de estarmos aprendendo sobre a cultura desse povo de aspectos únicos na humanidade, é sem sombra de dúvidas uma aula sobre arte e arquitetura. Em particular os templos de Tanah Lot construído sobre as rochas e possui um belíssimo por do sol, o templo de Uluwatu que fica sobre uma imensa falésia e onde é realizada a dança do Kecak com o sol se pondo ao fundo, o templo de Ulun Danu localizado ao lado do lago Bratan, o templo de Sangeh que fica ao lado da floresta dos macacos, o templo de Besakih que é o maior de todos (o templo mãe) e fica no pé do vulcão Agung e o templo de Taman Ayun não devem deixar de ser visitado por motivo algum.



 



 

Assistir a pelo menos duas danças – As danças tradicionais de Bali na verdade são uma mistura de dança e teatro. Cada uma das danças tem uma história que é dramatizada pelos atores dançarinos. Apesar de localmente ser chamada de dança, é como se fosse um musical. A perfeita combinação de boa música (tocada ao vivo), coreografias e dramaturgias históricas, belos figurinos e um clima de fantasia fazem com que as danças de Bali sejam simplesmente encantadoras. A mais famosa é a dança do Barong que simboliza uma batalha entre o espírito bom e o mal. Além do Barong, o Kecak, o Wayang Kulit, o Sanghyang, o Topeng, o Legong Keraton e o Baris são normalmente apresentados em diferentes locais.

Conhecer a Floresta dos Macacos – Centenas de macacos convivem pacificamente com os turistas que vistam o templo de Sangeh que fica ao lado da floresta. Eles estão por todos os lados aguardando para receber na mão alguma guloseima como amendoins ou banana. É importante retirar objetos soltos como bonés e óculos e guardar jóias para evitar alguma surpresa de um macaco-ladrão. É um contato que normalmente não temos oportunidade de ter e que ficará marcado em nossas recordações.



 



 

Visitar vilas de artesões – Bali é formada por inúmeras ilhas praticamente subsistentes e algumas delas reúnem um grande número de artesões (milhares) de uma mesma arte. A vila de Ubud é a vila dos pintores. Na vila de Celuk estão a maioria dos artesões de prata com peças feitas à mão de beleza indescritível. Butubulan ficam os escultores em pedra. E finalmente, os escultores de peças em madeira, que em nossa opinião é o que há de melhor na arte de Bali, são encontrados na vila de Mas. A arte de Bali é tão impressionante que muitas vezes nos perguntamos como alguém consegue esculpir com tanta perfeição e beleza.

Outras atrações como conhecer um tradicional mercado de frutas, almoçar tendo o vulcão e o lagomenos duas dan Batur ao fundo e ver as exuberantes plantações de arroz, que estão por todos os lados como se fossem pinturas em três dimensões devem ser intercaladas entre um passeio e outro, visto que as longas distâncias entre os lugares, como danças, almoçar com permitem essas paradas estratégicas.


Ao longo de toda a cidade podemos encontrar imensas esculturas de pedras que chegam a mais de dez metros de altura.

Falar bem de Bali é fácil. Mas expressar com clareza a real beleza local é um papel praticamente impossível, principalmente em poucas páginas. Um ou dois dias na ilha é suficiente para chegamos a conclusão que estar em Bali é como estar vivendo em um museu a céu aberto.