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A Mergulhe entrevista Ary Amarante, um dos melhores fotógrafos sub do Brasil, que disponibiliza para você além de fotos sensacionais, dicas para quem já fotografa ou apenas aprecia a fotografia sub.

Ary Amarante, 44 anos, mergulhador e fotógrafo subaquático há 13 anos sendo 10 anos como instrutor, inicialmente pela CMAS (Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas), depois pelas agências   certificadoras americanas PDIC (Professional Diving Instructors Corporation) e PADI (Professional Association of Diving Instructors).

 

Embora  tenha  a fotografia   como hobby há  bastante  tempo, trabalha  profissionalmente   com  ela há poucos anos. Após participar de diversos concursos de fotografia   subaquática suas fotos começaram a ser  solicitadas para publicação nas principais revistas de mergulho do país (Sub, Mergulho, Scuba), bem como em  outras publicações ligadas a temas como mar, natureza,  viagens (Náutica, Viagens & Turismo, Geográfica  Universal, Photo&Camera, etc) .  Atualmente ministra diversos cursos de mergulho e fotografia subaquática com certificações PADI e PDIC.

 

- Quando e como começou a sua paixão pelo mergulho e pela fotografia sub?

Eu já fotografava fora dágua antes de mergulhar. A foto-sub veio naturalmente, desde os primeiros mergulhos autônomos. O interesse pela foto acelerou muito o meu aprendizado como mergulhador.

- Qual o point de mergulho que mais te fascinou em toda a sua história como mergulhador? Porque?

No Brasil, Pedras Secas, em Fernando de Noronha, local que reune ação, muita vida, água limpíssima, bom tempo de fundo. Fora do Brasil, os paredões verticais de Grand Cayman me impressionaram muito. Só mergulhei até hoje no Brasil e no Caribe.

 

- Existe alguma espécie marinha que seja de sua preferência para a fotografia sub? Porque?

Gosto muito de tartarugas, principalmente quando é possível compor fotos com cenários interessantes; e admiro muito os golfinhos, que são muito dificeis de fotografar, principalmente em apnéia; e o desafio faz com que eu valorize muito os bons resultados obtidos.

 

- Em sua opinião, quais são os pré-requisitos para uma pessoa se tornar um bom fotógrafo sub?

Primeiro deve mergulhar bem, se sentir à vontade no mar, para se concentrar na fotografia. Segundo, deve ter um equipamento de boa qualidade (não precisa o melhor, mas se for ruim, os resultados não vão aparecer); e precisa ter técnica e visão fotográfica (aprender a ver as fotos antes que estas aconteçam) - estes itens são minha maior preocupação quando dou cursos de foto-sub.

 

- O que você prefere: caixas estanques ou máquinas anfíbias?

Para macro fotografia uso mais a caixa estanque; para as demais fotos uso ambos os tipos, dependendo da situação, correnteza, perfil do mergulho, etc. mas em geral uso mais a caixa estanque, que me dá mais versatilidade.

- O que há de mais moderno no que diz respeito a foto-sub?

Há tempos que nada de novo é lançado. As cameras anfíbias que merecem mais crédito são ainda a Nikonos 5 e a Motormarine 2ex. Entre as caixas estanques, as mais usadas são para Nikon N90/F90.

 

- Quais dicas você poderia dar aos fotógrafos sub iniciantes?

Não desanimarem com maus resultados iniciais; estes geralmente se devem ao mau uso dos equipamentos, já que na foto-sub o uso do equipamento adequado para cada situação, e da maneira adequada (distância, posição de flash, enquadramento) são fatores fundamentais para obtenção de qualidade. E também devem ser o mais críticos que puderem em relação aos seus próprios resultados, e insistirem sempre.

    

Dados para contato:
Ary Amarante
E-mail: ary@aryamarante.fot.br

http://www.aryamarante.fot.br
Tel: (0xx21) 9956-0221